18 de jan de 2014

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda


Se você acompanhou os noticiários online, impressos ou televisivos das últimas semanas, deve ter se deparado com relatos e implicações dos chamados rolezinhos.

O assunto ganhou grande repercussão na mídia a partir de dezembro do ano passado, quando as aglomerações de jovens marcadas pela internet, com o objetivo inicial de um simples passeio, começaram a ocasionar tumultos e confrontos com a polícia.

Mas você sabe qual o exato conceito do rolezinho? E como essa manifestação popular começou? Quais são, ou foram, os motivos que levaram a essas reuniões de centenas e até milhares de pessoas? Como as redes sociais ajudaram a tornar essa prática uma moda e quais as consequências que esse tipo de encontro tem gerado? Neste artigo nós vamos deixá-lo a par de tudo isso.

#partiurolezinhonoshopping

Em sua essência, os rolezinhos nada mais são do que encontros de pessoas, em sua grande maioria de jovens, com o objetivo de dar um rolê, ou seja: passear, comer um lanche, fazer novas amizades e paquerar.

Na verdade, esse tipo de evento não é exatamente uma novidade. Há muitos anos, estacionamentos de postos de gasolina, supermercados, entre outros estabelecimentos são pontos de encontro durante as noites e madrugadas, principalmente nos finais de semana, para que os jovens possam conversar, ouvir música e cantar.

A nova onda se diferencia pela enorme quantidade de participantes, o que foi possível graças ao poder de viralização e de interação da internet — mais especificamente das redes sociais. Foi basicamente através de eventos criados no Facebook que milhares de pessoas passaram a se reunir em shoppings de várias cidades do país, afinal esses são os locais perfeitos para caminhar vendo vitrines, comer e azarar.

A ideia do encontro

Mas por que combinar de sair com tantas outras pessoas, as quais muitas vezes nem sequer se conhecem? Aqui parece existir uma separação de pretextos. Alguns dos organizadores encaram os rolezinhos como uma manifestação pura e simplesmente em prol de mais lugares de lazer. Os primeiros rolês teriam sido organizados por cantores de funk como uma forma de explicitar sua indignação com um projeto de lei que proibia bailes do gênero nas ruas de São Paulo.

Em contrapartida, há uma segunda vertente do movimento. Esse formato de reunião teria surgido ainda em 2012 como um encontro de fãs. Jovens populares em redes sociais se articularam para promover encontros que permitissem uma maior proximidade entre ídolos e seus seguidores. Quando citamos ídolos, não estamos falando de astros da TV, do cinema ou do esporte, mas sim de jovens com perfis famosos na web.